Logo no início da sexta série, pude perceber que o ritmo de fato aumentaria e que os professores podiam ser grandes amigos de seus alunos! Novamente a troca de lições de vida nos fez aprender mais, a professora Márcia de português, era ótima nisto, conversávamos muito e pela primeira vez eu via alunos sem desejar que o sinal batesse mais rápido.
A Nancy foi uma novidade agradável junto com a língua ingleza, tudo era novo e muitos tinham dificuldades, ela agia da melhor forma, mas tudo sempre foi muito repetitivo, parece que o Inglês nas escolas não é feito para aprendermos, pois da sexta ao terceiro ano, posso garantir que tudo foi muito repetitivo.
Maria Hilda a senhora que dava aulas de matemática, era a mais carinhosa e perfeita!!! Foi a primeira vez que entendi algumas coisas da tal matéria de cálculos, ela era paciente e calma, explicava vinte vezes se preciso e eu consegui desvincular a sensação desagradável da matéria, da imagem da professora, pois sempre unia as duas coisas e odiava o professor se não gostasse da matéria. Uma coisa muito engraçada da Maria Hilda é que ela entrava em sala rezando e nos fazia rezar junto sempre! Uma lição de vida e de amor pela profissão, Maria Hilda já era aposentada, mas por amor ao ensino, continuou lecionando por muitos anos.
As festas promovidas pel0 colégio ficavam cada vez melhores, pois a turma sempre ia junto e aprontava muito, as feiras de cultura eram ótimos momentos onde exercitávamos nossa autonomia, a organização era por nossa conta e ia muita gente, o que fazia com que tudo fosse muito bem preparado.
O professor de Geografia era a maior figura do mundo!!! O Antônio, além de muito brincalhão, nos fazia aprender com muitos risos!
A sétima série chegou cheia de fatoração e produtos notáveis e infelizmente, sem Maria Hilda...o resultado foi uma bomba depois de uma árdua recuperação, e o pior, isso acarretou a perda de uma bolsa de 80% de desconto na mensalidade que eu tinha conseguido desde a 6ª série. Tudo isso acabou me dando um grande impulso na vida escolar, só assim passei a sentir mais vontade de aprender, a atenção passou a se desviar cada vez menos e eu comecei a ter ótimos rendimentos.
Os livros didáticos eram lidos no piloto automático, sempre achei a maior bobagem obrigarem a ler livros que não nos interessava. O fato que mudou isso aconteceu na oitava série, quando a professora Clésia, tão querida por toda a turma, passou a avaliar todos os livros de forma teatral, o trabalho dessa professora com a nossa turma ficou conhecido e nós tivemos que fazer até uma filmagem para o canal futura, até o segundo ano fazíamos teatro da maior quantidade de livros possível, foi muito mais fácil entender todo o pânico do nazismo fazendo um roteiro e interpretando Olga. A sala era dividida em grupos responsáveis por roteiro, figurino e direção, aprendemos muito de cooperação e trabalho em grupo.
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